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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Primeira semana nos EUA - Parte 2


Então. Depois de me perder no texto anterior, chega a quarta feira. Dia de ir para a Deloitte University (DU).

O que é DU? É um local de palestras, cursos e descanso. Serve também para ampliar o social das pessoas que ali se reúnem. Simples assim, agora vamos para a parte legal.

Peguei um avião em San Jose e fui para Phoenix, Arizona. Nada demais. Viajar de avião é bobeira. Sobe, dói a bunda, desce, estica os músculos. Depois vou pra Dallas, Texas. Sobe, dói a bunda, desce, estica os músculos e se perde.

Se perde? (kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk) Sim.

Cheguei em Dallas e não sabia o que fazer. Pra onde vou? Onde é a Deloitte University? Eu estava esperando alguma das meninas chegar para eu ir junto, porém fiquei sozinho.

O que eu fiz? Perguntei ao tio Google.

Peguei o endereço no GoogleMaps e disse pra mim "vou de taxi". Começo a ir para a saída do aeroporto, mas tentando ligar para minha amiga que estava no avião. Obviamente não consegui, mas...

Estou praticamente na porta do aeroporto para a saída em terra (Ground exit é uma saída para ônibus, taxis e caronas) quando tenho um estalo. Olhei em uma telinha (existem algumas) que dizia como ir a tal local de carro ou onibus ou taxis. Vi que a única opção que eu tinha era o taxi mesmo... Então resolvi perguntar a um trabalhador dali.

Disse a ele que eu queria ir para a DU e indiquei exatamente onde é a DU.

Ele me disse, primeiramente, que não sabia e que o melhor seria eu pegar um taxi. Agradeci, ele voltou ao seu lugar e fiquei esperando alguma coisa, olhando para fora... Ele se levantou e fez uma pergunta simples. "Você está indo para qual local mesmo?"

"Deloitte University"

Um flash na mente dele aconteceu e ele me falou:
"AAAH! Espere por aqui que tem uma pessoa de verde com o nome da DU escrito na camisa. Eles estão levando vocês para lá."

Agradeci mais ainda e fui para a porta de saída. Fiquei esperando ali. Depois de alguns minutos aparece uma senhora de verde com mais 5 pessoas atrás dela. Expresso uma grande surpresa, chegando a quase gritar de alegria. Expliquei tudo à ela e procuramos meu nome na lista que ela carregava. Estava lá. Eu estava bem agora.

Bem... o texto está grande... Até a próxima parte!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Primeira semana nos EUA - Parte 1

Faz tempo que não posto nada. Normalmente eu estaria postando vídeos, mas como o computador que tenho disponivel é horrivel e meu editor é o Movie Maker (o que é terrível, pois uso o Sony Vegas) então só vou fazer os vídeos e salvar no PC. Quando eu voltar eu edito e coloco no Youtube/Facebook/Google+.

Se quiser esperar, pois os vídeos terão fotos e meu lindo (#SQN) rostinho falando besteira de como foi a viagem.


Olá Covileiros!

A primeira semana foi tranquila. Gastei mais de 500 dolares que trouxe, comprando coisas básicas, como comida e provisões, graxa pra sapato, adaptadores, etc.

Fui conhecer um pouco da cidade e tal, mas descobri que aqui em San Jose é como o Centro o Rio. Muito mendigo, assaltos se der mole e uma vida noturna pra lá de estranha.

Outro dia fui a um bar gay e pedi alguns drinks. Foi muito legal, mas às 2:30 da manhã o bar/boate fechou.

WHAT????

Duas e meia da manhã o bar fecha e todo mundo tem que se virar. Tem bares que ficam até mais tarde, lanchonetes, restaurantes (isso eu achei maneiro) e podemos nos refugiar ali, caso estejamos com fome.

Houveram coisas engraçadas que aconteceram no segundo dia, dia que fui pela primeira vez ao supermercado. Há uma catraca na entrada deste mercado (Pra que? Sei lá!) e eu que nunca tinha visto isso na vida, perguntei a uma senhora com seu filho, se a entrada era por ali mesmo. A mulher, muito atenciosa, entrou no mercado e falou com o filho: "Vem filho.", me lançando um olhar de que me achava maluco. Obviamente, fiquei puto. Pensei comigo: "Ela me achou com cara de que? Maluco ou estuprador?"

Quando entrei no supermercado (passando pela catraca), notei duas coisas. 
Uma, o Brasil tem um supermercado MUUUUUUUUUUUUITO diferente daqui. Tudo aqui é vendido de forma grande. Foi uma luta para encontrar um macarrão de tamanho parecido com o do Brasil. Arroz? Existe aqui, mas para encontrar foi difícil também. 
Duas, as embalagens são completamente diferentes. Muitas tem o peso do Brasil colocado como ao lado. Mas o que impera é o peso adotado aqui nos EUA.
No primeiro dia não encontrei foi nada. Somente coisas de mais de 1 kg (para quem vai ficar um mês, não vale a pena isso tudo) que eu achava. Quase entrei em desespero, pois precisava comer alguma coisa. Comprei então algumas coisas que enxerguei e pronto! Fui pra casa comer (nada de coisas saudáveis, aliás).

Passou o segundo dia. Eu estava vivo ainda.

No terceiro dia, eu já sabia tudo. (pfffffff) Na verdade, eu me perdi.
Apesar de tudo aqui ser perto, eu estava com algum problema na cabeça. Tipo o trabalho não fica a 12 minutos andando daqui do apartamento. Eu posso ir e voltar na hora do almoço que é tranquilo, obviamente a comida tem que estar pronta e na geladeira.
Então eu me perdi feio. Fui para o lado contrário do trabalho, andei uns quatro quarteirões até realizar que eu não estava perto do trabalho.

(meu deus...)

Foi então que eu perguntei a alguém onde ficava Almadova Boulevard (que é uma das ruas do meu trabalho). A pessoa me apontou a direção contrária e disse que ficava uns 10 quarteirões de distância.

(aaaaargh... que burro.)

Ainda bem que eu estava com muito tempo.

Me perdi algumas vezes ainda, mas isso fica para uma próxima vez.

Até mais.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Greve dos ônibus.

Olá, covileiros.

O Rio de Janeiro está experienciando uma nova greve.

A greve dos motoristas está causando muitos transtornos em nossa amada cidade, coisa que eu acho PERFEITO!

Ah! A entropia...

Deixe eu falar um pouco dessa greve. Primeiramente os fatos.

Segunda-feira, dia 12/05/2014, começa a greve dos motoristas. Estes interditaram a Avenida Brasil, tacando pedras e colocando em lentidão o transito em vários pontos da cidade.
No fim do mesmo dia, há uma reunião desses motoristas com o sindicato e as empresas de ônibus, ao qual os motoristas rejeitam e declaram que haveria paralisação de 24 h e que poderia ser estendido por mais 24 h.

Na terça feira, 13/05/2014, depois de anunciada a greve, a Supervia e o MetrôRio aumentam as frotas e diminuem intervalos, pois a demanda (pensava-se) seria grande. Os rodoviários decidem continuar a greve, pois o sindicato aceitou propostas sem consultar os motoristas (ou seja, sem uma votação direta) e ainda diz que essa greve é "ilegal e abusiva", causando determinações judiciais e multas altas.
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Muitas mídias mostram essas notícias como se fosse algo absurdo, o que discordo com toda a certeza.
Tenho visto que muitos sindicatos tem usado de manobras políticas, ao invés de entrarem em acordo com os que os tais representam. Preferem ficar bem com as empresas e não com quem trabalha nessas empresas.

Com relação às pessoas que ficam reclamando "Não consegui ir ao trabalho... bua bua bua", pense que isso pode ser algo bom.
Eu não consigo ver como algo ruim. A entropia social está indo muito bem. Eu terei dificuldades de voltar para casa hoje (14/05/2014), pois moro na Baixada, mas não estou preocupado. Quero que a greve continue até que TODOS os motoristas parem. Quero que as greves se abram até que TODO O BRASIL pare.

Por que?

Simples. No momento em que fizermos isso ocorrerão duas situações distintas.

1. Os brasileiros terão mais consciência uns dos outros e ajudarão sempre que houver uma injustiça. Seja ela qual for. Não haverá descaso, não haverá gente que come de mais e gente que come de menos. Haverá pessoas que se importam mesmo umas com as outras. E o mundo será um pouco melhor.

2. Tudo vai para o caralho. A violência se alastra e cria um caos econômico-social que piora a situação do Brasil. Obviamente não vou colocar todas as possibilidades que podem ocorrer, já que estou torcendo para a primeira ocorrer.

Enfim... Rodoviários, continuem com a boa greve. Estarei torcendo por vocês.